Você conhece os benefícios dos óleos?

Óleos que prometem milagres são cada vez mais comuns. Potentes hidratantes para o corpo e os cabelos, eles podem contribuir com a perda de peso, na prevenção de doenças cardiovasculares e no retardo do envelhecimento. Com tantas informações disponíveis, fica difícil distinguir quais óleos realmente são eficazes e fornecem os benefícios que garantem, e quais informações não passam de falácia.

Para não ter dúvidas, preparamos um especial explicando todos os benefícios dos óleos mais comentados por aí.

Óleo de amêndoas

O óleo de amêndoas proporciona hidratação oclusiva, ou seja, cria uma película que impede a evaporação da água na pele, evitando a desidratação. Muito utilizado em óleos de banho, o óleo de amêndoas ajuda a evitar que os sabonetes e a água quente dissolvam totalmente a gordura natural da pele, impedindo o ressecamento.

Também pode ser utilizado em forma de creme ou loção e incorporado em hidratantes contendo o lactato de amônio, uréia e ácido lático, entre outros.

Importante: Apesar de seu uso ser consagrado na prevenção de estrias, sabe-se que ele age apenas evitando a perda de água pela pele, mantendo a sua integridade.

Não existe contra indicação, exceto em área de pele muito oleosa ou com tendência a acne. Os casos de alergia são causados mais frequentemente pelos perfumes incorporados às formulações.

Óleo de argan

O óleo de argan é um óleo vegetal extraído da semente de uma árvore marroquina, chamada Argan Spinosa.É rico em ômega 6, ômega 9 e vitaminas. Atualmente, existem estudos em andamento tentando comprovar seus efeitos antioxidantes.

Popularmente conhecido como grande beneficiador dos cabelos ressecados, de fato o óleo de argan sela a cutícula do cabelo, proporcionando maciez e brilho. Os melhores resultados podem ser vistos nos cabelos muito ressecados, principalmente crespos ou ondulados e nos quimicamente tratados.

Pessoas que têm cabelos oleosos devem tomar cuidado com o uso do óleo de argan. O ideal é aplicar o produto na forma de serum apenas no comprimento dos cabelos, e não na raiz, evitando obstruir os folículos pilosos. Nessas pessoas, a aplicação diretamente no couro cabeludo poderia agravar seborreia e, às vezes, ocasionar queda do cabelo.

Óleo de coco

O óleo de coco é fonte de nutrientes antioxidantes – que combatem os radicais livres (substâncias que promovem o envelhecimento celular) – e ácidos graxos insaturados, que auxiliam na prevenção e tratamento de algumas doenças cardiovasculares.

Pode ser encontrado na forma refinada e extravirgem. Entretanto, o óleo de coco virgem contém maior concentração de antioxidantes. A versão refinada é obtida da polpa do coco seco (sem umidade), que não mantém as suas propriedades benéficas. Quanto mais natural o óleo, maior é o benefício.

Algumas pesquisas sugerem que o óleo de coco pode auxiliar na redução da gordura abdominal, com consequente perda de peso. Porém, o seu consumo deve estar associado a uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, acompanhada sempre por um educador físico.

Com sabor adocicado e no estado líquido, o óleo de coco virgem pode ser utilizado para temperar saladas, no preparo de vitaminas ou misturado a granola, iogurte e salada de frutas. Também pode ser ingerido puro, antes ou após as refeições, e até substituindo por outros óleos no preparo das refeições, como de soja ou canola. O que vale é usar a criatividade.

Profissionais sugerem a utilização de 2 a 3 colheres de sopa por dia, distribuídas entre as refeições. Uma colher de sopa com aproximadamente 15 ml contém cerca de 130 calorias.

A contra-indicação é para pessoas que apresentam alguma doença à qual é recomendada a restrição de gordura de qualquer espécie. É importante lembrar que a ingestão do óleo deve fazer parte de uma alimentação saudável e que ele deve ser utilizado em quantidades adequadas e recomendadas por um nutricionista ou médico.

Azeite de oliva

O azeite de oliva é o principal produto obtido dos frutos da oliveira. Depois de devida higienização, os frutos passam por um processo de moagem que consiste na trituração até formar uma massa oleosa. A partir desta etapa, esta massa pode ser submetida a três processos distintos.

Em sua composição, principalmente na forma extravirgem (cuja acidez é menor que 0,8%), há uma grande concentração de polifenois, antioxidantes que auxiliam no retardo do envelhecimento precoce das células. Além disso, também possui vitaminas lipossolúveis como vitamina A, D, K e principalmente vitamina E. A estrutura lipídica monoinsaturada tem um efeito protetor contra doenças cardiovasculares devido à redução do LDL “colesterol ruim” e aumento do HDL “colesterol bom”.

As gorduras benéficas, como a contida no óleo de oliva, tem o poder de aumentar a saciedade e podem ajudar a reduzir o apetite. Principalmente, se este consumo for associado a fibras como, por exemplo, verduras e legumes em saladas, que também ajudam na saciedade tendo como consequência a manutenção do peso.

O consumo, preferencialmente, deve ser em temperatura ambiente, evitando calor excessivo, já que diante do aquecimento o óleo de oliva perde parte de seus compostos fenólicos ou antioxidantes, substâncias benéficas à saúde.

Também é um alimento fonte de gordura monoinsaturada. De acordo com a IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2007, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a recomendação diária de lipídios para adultos por dia é de 25 a 35% do valor calórico total ingerido na alimentação distribuídos por:

  • Gorduras saturadas até 7%
  • Gorduras polinsaturadas até 10%
  • Gorduras monoinsaturadas até 20%
  • Colesterol: até 200mg/dia.

A quantidade ideal a ser ingerida diariamente vai variar de acordo com a necessidade calórica individual.

Fontes:
Dra. Luiza Kassab – dermatologista
Marta Yuri Uchida Fernandes – nutricionista clínica
Gabriela Tavares Braga – nutricionista clínica

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