Varizes: livre-se delas

As veias dilatadas e tortuosas de coloração púrpura-azulada aparecem nas pernas com o passar dos anos. E, acredite, ninguém está livre delas, as varizes.

Embora sejam mais comuns em mulheres, os homens também as têm. “Entre as causas mais importantes está o fato de sermos bípedes e permanecermos em pé boa parte de nossa vida, aumentando o risco de desenvolver as varizes”, explica Hilton Waksman, cirurgião vascular do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

No longo prazo, há aumento de pressão nas veias das pernas, o que dificulta o retorno do sangue dos pés ao coração. Com o tempo, os mecanismos que permitem o adequado retorno do sangue podem falhar e, progressivamente, as veias comprometidas vão se dilatar, tornando-se varicosas, ou seja, veias dilatadas e tortuosas. Basicamente há três tipos.

Telangiectasias

Veias mais superficiais, entre 1 a 2 milímetros de diâmetro, trazem prejuízos apenas estéticos. Tratadas com escleroterapia – aplicações, feitas em consultório, com injeções de líquido esclerosante (o mais comum é a glicose em alta concentração) nos pequenos vasos.

Microvarizes

Também são veias superficiais, porém de diâmetro um pouco maior. Não são tortuosas nem dilatadas, portanto não fazem relevo na pele. Em geral os prejuízos são apenas estéticos. Tratadas com escleroterapia ou, com melhores resultados em muitos casos, com uma pequena cirurgia para retirada das microvarizes – por microincisões – e anestesia local.

Varizes

Veias dilatadas e tortuosas de diâmetro grande, fazem relevo na pele quando ficamos em pé. O tratamento nesses casos é cirúrgico. Com a evolução tecnológica, as cirurgias são cada vez menos agressivas, o que diminui o tempo de internação hospitalar – muitas vezes não chega a um dia – e colabora para o retorno às atividades habituais depois de poucos dias de repouso. As veias retiradas não trazem danos à circulação venosa, pois as veias normais se encarregam de garantir o retorno do fluxo venoso adequado.

Quarteto perigoso

São inúmeros os fatores de risco para as varizes. Entretanto, os que se sobressaem – principalmente entre as mulheres – são hereditariedade, gestação, obesidade e vida sedentária. “A atividade profissional também é fator importante, visto que, em pessoas cuja profissão exige muitas horas em pé, o risco de varizes aumenta com o tempo”, explica o dr. Waksman.

Quem tem varizes sente dores, peso ou cansaço nas pernas, que pode estar acompanhado de inchaço, não só nas pernas como também nos pés no período vespertino. Os sintomas variam: há quem tenha varizes mais severas e não sinta nada, enquanto outros têm microvarizes, mas acompanhadas de forte cansaço nas pernas.

O importante é procurar tratamento, independentemente de haver ou não sintomas. Isso porque, no longo prazo, as varizes podem trazer complicações, como edema (inchaço), trombose venosa profunda, atrofia ou distrofia da pele da perna, erisipela, dermatites e úlceras varicosas, entre outras. Essas complicações, no longo prazo, podem acarretar dificuldades até no desenvolvimento das atividades profissionais. Entre as principais causas de afastamento do trabalho estão as complicações das varizes.

Para manter as pernas bonitas e livres das varizes, o dr. Waksman aconselha ter cuidado com a postura. “Evite manter as pernas pendentes, particularmente ao sentar ou permanecer muito tempo em pé”, explica. Além disso, praticar atividade física aeróbica leve, como caminhar ou andar de bicicleta, ajuda a manter os músculos das pernas mais firmes, melhorando sua função no bombeamento do sangue, o que inibe o refluxo. Cuidar do peso e utilizar meias elásticas de compressão graduada completam os cuidados de prevenção.

Como tratar

Embora as varizes comecem a se manifestar depois da segunda década de vida, o diagnóstico costuma ser feito por volta dos 30 anos de idade. O paciente passa por um exame clínico e físico em que são verificados histórico familiar, profissão e atividade física. Quando necessário, pode ser realizado ultra-som com doppler venoso das pernas para confirmar o diagnóstico. O tratamento varia de acordo com o tipo de problema.

Fonte: Albert Einstein

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