Urologista auxilia no envelhecimento saudável do homem

A maioria dos homens ignora, mas assim como as mulheres eles também têm seu próprio médico especialista. O urologista – profissional responsável pela saúde masculina -, no entanto, só costuma ser lembrado, quando algo não vai bem. A conscientização de que isso pode ser diferente e de que envelhecer com saúde é possível se as medidas de prevenção forem tomadas cedo foi um dos temas abordados durante a XI Jornada Paulista de Urologia – evento promovido pela Sociedade Brasileira de Urologia, Secção São Paulo (SBU-SP), entre 14 e 16 de maio, em Campos do Jordão (SP).

O urologista do Centrinho/USP de Bauru, Aguinaldo César Nardi, coordenou um debate nesta sexta-feira (15/05) no qual foram apresentados os pontos de vista de especialistas da área sobre a resistência do paciente masculino em se manter em dia com sua saúde. Segundo o especialista, é preciso que os homens entendam que o urologista cuida da saúde integral do homem e não apenas de problemas relacionados à próstata e à bexiga. “O urologista atua prevenindo, por exemplo, as conseqüências da falta de hormônio masculino (testosterona) no organismo”, afirma.

A falta de testosterona, que costuma se acentuar com o envelhecimento, pode levar a problemas como as fraturas ósseas. “O hormônio masculino é fundamental para evitar isso. Pacientes idosos com baixo nível de testosterona têm fraturas até duas vezes mais freqüentes. Nesse sentido, o trabalho do urologista pode impedir a perda de massa óssea, muscular e o depósito de gordura na região abdominal – este último associado a problemas cardiovasculares.”

O que pode parecer fácil para as mulheres, pois estas começam a frequentar seu especialista médico ainda na adolescência, não se aplica aos homens. Para o Dr. Nardi, há fortes fatores culturais que impedem que o mesmo aconteça com os pacientes do sexo masculino. “O homem tende a se achar um super homem, alguém infalível, o responsável por cuidar da família e por prover seu sustento”. Isso, porém, tende a mudar.

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e o consequente envelhecimento da população, cada vez mais se estabelece a ideia de que não basta viver mais. O ideal é viver mais e com mais saúde. “A saúde de um homem aos 80 anos depende dos cuidados tomados por ele aos 40”, afirma o urologista.

Assim como o câncer de próstata pode ser curado, caso seja diagnosticado e tratado precocemente, os problemas decorrentes da queda na produção do hormônio masculino também podem ser evitados se descobertos no início. Nos últimos anos, as técnicas de reposição hormonal, assim como para as mulheres, se desenvolveram e hoje são feitas de forma completamente seguras, garante o urologista. “Hoje em dia conseguimos tratar a falta de testosterona precocemente”, afirma o Dr. Nardi.

Segundo Dr. Nardi, a resistência masculina em procurar um médico, e mais especificamente, o especialista capacitado a atendê-lo de forma integral deve começar a mudar quando finalmente o programa de saúde masculina idealizado e anunciado pelo Ministério da Saúde sair do papel. “O projeto do Ministério está em fase de estudos e a expectativa é que já em 2010 passe a funcionar em algumas cidades”.

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