Tratamentos da Hiperplasia Benigna da Próstata

Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) – aumento da glândula prostática – é um tipo de tumor benigno muito comum em homens com mais de 60 anos. Entretanto, quando seus sintomas começam a interferir nas atividades, é mais do que hora de procurar um urologista e considerar as opções de tratamento.

“Quando o paciente conhece as opções de tratamento, fica mais fácil a escolha da melhor terapia, com base em seu estilo de vida, expectativa com os resultados e estágio da Hiperplasia Benigna da Próstata”, explica Dr. Oskar Kaufmann.

De acordo com Dr. Oskar os tratamentos mais indicados para a hiperplasia benigna da próstata podem ser classificados em clínico e cirúrgico, com destaque para o Green Light Laser, considerado, atualmente, um dos mais modernos tratamentos para essa doença.

Tratamentos clínico e cirúrgico

O tratamento clínico pode ser realizado por meio de duas classes principais de medicações:

* Alfa-bloqueadores – atuam relaxando a musculatura situada ao redor da próstata, permitindo melhora do jato urinário e redução dos sintomas. Apresentam efeitos quase imediatos com o início do tratamento e, hoje, são os medicamentos mais utilizados no tratamento dos sintomas da HPB. Seus efeitos colaterais incluem queda da pressão arterial e tonturas, principalmente no começo do tratamento. Por esta razão, os alfa-bloqueadores são normalmente utilizados à noite. 

* Bloqueadores da enzima 5 alfa-redutase – esta classe de medicamentos atua bloqueando a conversão de testosterona em seu metabólito mais ativo. Em médio prazo, levam a uma redução de até 30% no volume prostático e 50% nos valores de PSA, além de reduzir a possibilidade de retenção urinária aguda. Os bloqueadores da 5 alfa-redutase podem provocar a redução da libido, que é reversível com a suspensão do fármaco, e tem sua principal indicação em portadores de próstatas de grande volume. 

O tratamento cirúrgico é indicado para pacientes que falharam ao tratamento clínico, para homens que não desejam usar a medicação por longos períodos, quando existem cálculos na bexiga e em casos de comprometimento do trato urinário superior, de infecções recorrentes e de sangramento decorrente da HPB. Esse tipo de tratamento inclui: 

“A cirurgia é o método mais eficaz de tratamento dos sintomas decorrentes da HPB. Nos casos mais sérios, quando a doença comprime a uretra e provoca retenção urinária, a cirurgia se faz necessária, a fim de proporcionar qualidade de vida ao paciente”, esclare Dr. Oskar Kaufmann. “Estes dois métodos constituem, até hoje, os padrões consagrados, pois representam o que há de melhor para o tratamento da hiperplasia da próstata”.

* Ressecção Transuretral Convencional da Próstata (RTU) – método clássico no qual a próstata é retirada através da uretra em fragmentos por um bisturi com passagem de corrente elétrica. Essa cirurgia por via endoscópica é realizada em grande parte dos homens com indicação de cirurgia. Tem como principais vantagens: pouca ou nenhuma dor no pós-operatório (por não haver corte), melhora imediata do fluxo urinário/sintomas miccionais e rápido retorno às atividades diárias. 

* Prostatectomia Supra Púbica – cirurgia convencional aberta realizada por uma incisão abdominal acima do osso púbico. A cirurgia aberta é pouco utilizada atualmente e fica reservada para homens com próstatas de grande volume ou àqueles com patologia vesical associada. 

* Green Light Laser – esse procedimento cirúrgico chegou ao Brasil recentemente e tem mostrado resultados tão eficientes quanto os métodos tradicionais, com vantagens em relação ao tempo de internação, menos dor e melhor recuperação pós-operatória. “Os resultados são tão bons quanto os métodos tradicionais. A fibra de laser é introduzida pela uretra, através de um instrumento acoplado a uma câmera de vídeo que permite a visualização do procedimento. O laser então é direcionado para o tecido prostático, que vai sendo literalmente vaporizado pela ação do “raio verde”.   Além disto, o Green Light apresenta um mínimo de sangramento porque, ao mesmo tempo em que vaporiza a próstata, ele realiza a cauterização dos vasos sanguíneos, evitando sangramento durante todo o procedimento”. 

Na opinião do Dr. Oskar, o tratamento com o Green Light Laser representa um avanço também para os pacientes que fazem uso de drogas anticoagulantes ou ácido acetilsalicílico, como por exemplo, os cardiopatas, pois não há necessidade de suspender o uso do medicamento para realização da cirurgia. “Além disto, a irrigação durante o procedimento cirúrgico é realizada com soro fisiológico ao invés de manitol, ou seja, o risco de intoxicação hídrica inexiste. A sonda vesical pode ser retirada 24 horas após o procedimento, quando comparado aos habituais três a quatro dias pós Ressecção Transuretral Convencional da Próstata (RTU)”, finaliza.

Fonte

Oskar Kaufmann (CRM-SP 104.028) – Médico urologista e especialista em cirurgia robótica em urologia. Graduado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo e com doutorado pela Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Oskar Kaufmann é membro da Sociedade Brasileira de Urologia, American Urological Association, Endourological Society e acaba de retornar ao Brasil, após o período de um ano de pós-doutorado em Endourologia, Laparoscopia e Cirurgia Robótica pela Universidade da Califórnia – Irvine.  Além de integrar o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, e do Hospital do Homem, Dr. Kaufmann possui mais de 30 trabalhos publicados em veículos científicos nacionais e internacionais.

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