Terceira idade: idosos devem ficar atentos à hipertensão

A cada cinco pessoas, uma é hipertensa no Brasil. A doença é silenciosa e é mais comum na terceira idade, em mulheres após a menopausa e em idosos, sendo que 75% das pessoas acima dos 70 anos são hipertensas.

600974 SXC 2 Terceira idade: idosos devem ficar atentos à hipertensãoDe acordo com a cardiologista e professora da Universidade Nove de Julho (Uninove), Josiane Motta e Motta, os sintomas aparecem muito tarde ou quando já existe o comprometimento de órgãos alvos, como os rins, o coração e o cérebro.

“Há uma predisposição familiar, mas os chamados fatores de risco – como diabete, obesidade, ingestão excessiva de álcool ou de sal e os aumentos do colesterol, do tabagismo, do sedentarismo e da idade avançada – aumentam a chance de a hipertensão arterial provocar um enfarte agudo do miocárdio, um acidente vascular cerebral (derrame) e a falência dos rins”, explica a especialista.

Dor de cabeça logo ao acordar pode ser um sintoma de hipertensão grave e o diagnóstico, explica a cardiologista, se dá após duas visitas em dias diferentes ao consultório.

Josiane lembra ainda que a Sociedade Brasileira de Cardiologia considera pré-hipertensas as pessoas com pressão arterial acima de 139 x 89 mmHg e recomenda a mudança do estilo de vida, com a prática de exercícios físicos por, pelo menos, 20 minutos ao dia.

Além da atividade física, a médica frisa que diminuir o sal é muito importante. “A recomendação é menos de 5 gramas de sal por dia. Portanto, devem ser evitados alimentos industrializados, responsáveis por 70% do sal que o brasileiro consome, e o saleiro à mesa”, orienta Josiane.

A especialista diz ainda que 9 gramas de sal geram retenção de 1 litro de água, o que sobrecarrega o coração. É recomendada uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, potássio e em cálcio, com pouco sal e sem gordura saturada para diminuir a hipertensão.

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