Qual mulher nunca não sofreu com o incômodo da cólica menstrual?

Há as que todo mês sofrem com ela. Há aquelas que não sabem o que é e outras que, uma vez ou outra, padecem com isso. Mas a grande maioria das mulheres já passou por uma cólica menstrual.

 A vilã, que ronda a nossa vida – seja das meninas nas primeiras menstruações ou das mais maduras, próximas à menopausa que se arrepiam, só de ouvir falar nela, ainda é assunto que interessa a homens e mulheres.

 Apesar de muitas mulheres acreditarem que pelo fato de na família haver casos de mulheres com cólica, não há qualquer evidência científica que relacione as cólicas com genética.

 Alguns fatores devem ser levados em consideração quando tratamos do assunto. A percepção e resistência à dor variam de mulher para mulher. Cada uma tem seu nível de tolerância e, portanto, seria difícil compará-las. A dor insuportável para uma pode ser bem tolerável para outra. Por isso, não há como ‘medir’ essa variante.

 O fator emocional também tem grande influência, ou seja, em períodos de maior stress pessoal, uma cólica pode ter um efeito maior nas atividades do dia a dia.

 Existem fatores mecânicos, como o formato uterino. Se o fluxo menstrual tem maior resistência para passar pelo colo do útero, por ele ser mais estreito, ou por ter mais coágulos; se o útero for maior, provavelmente o fluxo menstrual será maior e o desconforto também. Se existirem doenças na parede uterina, como mioma ou adenomiose – que é o espessamento uterino – a contração uterina será mais dolorosa.

 Mas o desconforto das cólicas pode ser aliviado com a utilização de antiinflamatórios, que ajudam a diminuir as contrações uterinas e a dor, ou anticoncepcional para diminuir o fluxo.  Realizar atividade física para melhorar a circulação e aumentar a produção de endorfinas – substâncias que promovem maior sensação de bem estar – também é uma boa pedida.

 Lembre-se: discuta esse problema com um ginecologista. A conversa franca será a melhor saída para resolver esse desconforto com sabedoria e viver uma vida mais saudável e sem dor!

 Dr. Eduardo Zlotnik, ginecologista

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