Obesidade é duas vezes mais comum em crianças que nasceram por cesárea

Bebês nascidos por cesariana têm riscos dobrados de serem obesos na infância em comparação com aqueles que nasceram por parto natural. A afirmação vem de um estudo produzido por pesquisadores da Boston Children’s Hospital que foi publicado no jornal cientifico Archives of Disease in Childhood.

O estudo relacionou a epidemia de obesidade atual com o aumento de partos cirúrgicos pelo mundo. O Brasil é um dos líderes de cesarianas, sendo que 43% dos brasileiros vêm ao mundo dessa maneira nas redes públicas. Nas particulares, o número quase dobra: 80% de nascimentos por cesárea. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha que o País tenha um índice de apenas 15% dos nascimentos pelo método artificial, já que o parto normal é menos arriscado para a mãe e o bebê, quando não há complicações na saúde de ambos.

O estudo em questão observou 1,225 mães e filhos por 3 anos, pesando e medindo o índice de massa corpórea da criança em desenvolvimento. Uma em quatro das mulheres escolhidas havia feito parto cesariano. Levando em consideração a obesidade das mães e outros fatores externos, foi descoberto que quase 16% dos bebês nascidos por cesárea eram obesos ao atingir três anos de idade, enquanto apenas 7,5% daqueles nascidos naturalmente estavam acima do peso.

Como sabemos, existem algumas bactérias que são necessárias para o bom desenvolvimento do corpo, como aquelas presentes na flora intestinal. Os bebês por parto normal adquirem da mãe, ao nascerem, algumas bactérias essenciais para a boa digestão. Já as crianças nascidas cirurgicamente, não ficam expostas as bactérias benéficas e demoram mais tempo para acumular aquelas que ajudam a acelerar o metabolismo do corpo. Aliás, o estudo mostra que eles tiveram mais micro-organismos que estão associados à obesidade – comumente encontrados em obesos, esses micro-organismos atrapalham a regulação da absorção de açúcar.

Outros estudos já apontavam a ligação da cesariana com outros problemas posteriores no bebê, como asma e rinite alérgica. Além disso, a probabilidade de gestantes obesas precisarem passar pó uma cesárea é maior, assim como as chances de sua criança crescer e ficar acima do peso.

Estatísticas inglesas mostram que pelo menos 7% dos partos cesarianos são feitos sem necessidades na rede pública. Escolher pelo parto natural é o melhor a fazer se não há complicações na saúde da mãe ou do bebê.

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