Glaucoma é traiçoeiro e cega. Prevenir é a melhor escolha!

A doença representa a maior causa de cegueira irreversível no mundo.  A OMS prevê um crescimento mundial de portadores de glaucoma de 60 milhões para 80 milhões de pessoas até 2020. No Brasil, cerca de 2% da população é portadora e, em muitos casos, desconhecem o fato e não tratam. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que de cada 10 pessoas com glaucoma, uma fica cega sem sequer saber que portava a doença.

Segundo a chefe do departamento de glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Luciana Malta de Alencar, o doença não apresenta sintomas na sua fase inicial, razão pela qual é considerada uma “doença traiçoeira”.  Muitas pessoas só desconfiam que há algo errado com seus olhos quando percebem a perda da visão periférica, fenômeno que só se manifesta com o glaucoma em estado avançado. “Essas alterações são irreversíveis e quanto antes o glaucoma for detectado mais eficaz é o tratamento”, alerta a médica.

O glaucoma é resultado do dano no nervo óptico determinado, em grande parte dos casos, pela pressão intraocular inadequada.  Segundo Luciana, apesar de ser o principal fator de risco para a doença, existe uma grande variação nos efeitos da pressão intraocular. Alguns apresentam glaucoma com a pressão intraocular em níveis normais e outros, apesar dos níveis elevados, não o desenvolvem.  O alerta para a prevenção é exatamente por que o glaucoma só mostra seus primeiros sinais depois que já está instalado. De forma irreversível, ocorre uma perda de 40 a 50% da estrutura do nervo do olho, o que leva a diminuição do campo de visão periférica ainda de modo quase imperceptível para seu portador.

O diagnóstico precoce e a fidelidade do paciente ao tratamento são essenciais para garantir a qualidade de vida do portador do glaucoma. A médica do HOB reitera que “o glaucoma ainda não tem cura, mas, com tratamento adequado, o paciente consegue retardar a perda da visão periférica e perpetuar sua quantidade e qualidade de visão”.

Ela destaca que o acompanhamento não vai impedir que o glaucoma se desenvolva, mas fará com que o paciente, consciente do risco que corre, detecte e controle qualquer lesão desde o princípio para iniciar um tratamento efetivo e ter sua vida com autonomia e qualidade asseguradas.

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