Fibromialgia

O que é?

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor no corpo todo. É uma doença comum, responsável por cerca de 5% dos atendimentos em clínicas gerais e 15-20% em clínicas de reumatologia, afetando mais o sexo feminino, na proporção de 10 mulheres acometidas para cada homem.

Quais são os sintomas?

Dores musculares, podendo estar associada à diversos outros sintomas como sensação de fadiga crônica, sono não restaurador (acordar cansado), formigamento nas mãos e pés e diminuição da resistência aos exercícios. Sintomas acometendo outros órgãos também podem ocorrer como enxaqueca, síndrome do cólon irritável e síndrome uretral feminina.

Existe relação com depressão?

Alterações do humor como irritabilidade e tristeza estão presentes na maior parte dos pacientes (cerca de 70%) porém apenas 30% tem o diagnóstico de depressão maior confirmado. Não se pode deixar os sintomas depressivos de lado quando se avalia um indivíduo com fibromialgia pois a depressão por si só piora o sono, aumenta a fadiga e sensibilidade do corpo e diminui a disposição para os exercícios. Quando presente ela deve ser tratada sem perder tempo em descobrir quem chegou primeiro, a dor ou a depressão.

Qual é a causa?

Não existe ainda uma causa conhecida e única para a fibromialgia mas sabe-se que esses pacientes tem uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem a doença. Suspeita-se que ela seja causada por uma somatória de fatores incluindo predisposição  genética, condições ambientais como estilo de vida sedentário e até mesmo traços de personalidade como pessoas perfeccionistas. Existem alguns fatores que podem desencadear o quadro nestes indivíduos predispostos como estresse emocional, traumas físicos repetitivos, estilo de vida sedentário, processos infecciosos e traumas físicos (ex: acidente).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da fibromialgia é clínico e baseado na análise detalhada da história da dor e outros sintomas. Para o diagnóstico é necessário que a pessoa tenha dor generalizada há mais de 3 meses, tenha distúrbio na qualidade do sono e apresente sensibilidade à dor em pelo menos 11 de 18 pontos pesquisados durante o exame clínico.

Quais exames devem ser feitos?

Não existem exames laboratoriais para comprovação do diagnóstico. Em geral, quando são pedidos, servem para excluir outras doenças que também podem levar a dores pelo corpo e fadiga como o hipotireoidismo, anemia, outras doenças que acometem músculos e articulações, etc.

Qual é o tratamento?

Como não sabemos a causa da fibromialgia o tratamento baseia-se no alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Mais do que em outras doenças reumatológicas o tratamento da fibromialgia depende muito da atitude que o doente toma frente à doença.  O médico atua não somente como a pessoa que fornece as medicações mas sobretudo como guia para o tratamento como um todo.


O tratamento envolve 2 pontos principais:


1.  Exercícios físicos: É o melhor tratamento a médio e longo prazo. Os outros tratamentos têm como objetivo principal deixar a pessoa mais disposta para fazer atividade física. O condicionamento aeróbico (caminhada, corrida, natação, etc) proporciona os melhores resultados assim como exercícios de alongamento muscular. Eles devem ser iniciados lentamente e aumentados progressivamente, respeitando-se os limites da dor. Idealmente deve-se praticar exercícios pelo menos 4 x por semana.
2. Tratamento da dor: Em geral são usados analgésicos, relaxantes musculares e antidepressivos em baixas doses para controle da dor e melhora do sono. Não há indicação de corticoesteróides nestes pacientes. As crises de fibromialgia podem melhorar com medidas simples como o repouso e banhos quentes. Técnicas de relaxamento como ioga, meditação, massagens e hidroterapia também amenizam a dor e auxiliam no tratamento. A acupuntura também é frequentemente recomendada para alívio da dor e sintomas de ansiedade e depressão mas seus benefícios se mantém apenas durante o tratamento, não tendo efeitos duradouros. Existem técnicas psicológicas como a terapia cognitivo-comportamental que têm sido usadas com bons resultados na fibromialgia.

Posso ficar incapaz para o trabalho pela fibromialgia?

É importante salientar que a fibromialgia não leva à incapacidade física ou a deformidades nas articulações. Não é recomendado que os pacientes fiquem longos períodos afastados do trabalho. Para se evitar as crises é preciso evitar movimentos repetitivos por longos períodos assim como distribuir as tarefas de casa e do trabalho de forma a fazer um pouco a cada dia, alternando os grupos musculares evitando assim a sobrecarga de esforço. Isso pode ser alcançado por medidas simples como evitar fazer a faxina da casa em um só dia; alternar atividades pesadas com atividades leves durante o dia; fazer pequenos alongamentos várias vezes durante o trabalho; etc.

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