Esforços repetitivos afetam profissionais de Saúde e Educação

Com pequenas mudanças de hábitos, dentistas e professores poderiam evitar as Lesões por Esforços Repetitivos (LER).

médico, dorFoto: Corbis

Profissionais que trabalham em atividades repetitivas, com posições fixas ou posturas viciosas, como dentistas e professores, acabam comprometendo a saúde de suas articulações. Com as articulações “desreguladas”, os músculos passam a funcionar de forma errada, causando problemas como dores, tendinites e artroses.

No caso dos dentistas, por exemplo, as frequentes rotações de tronco, necessárias durante o atendimento ao paciente, costumam causar dores lombares e nos quadris. Além disso, as posições de torção prolongada do pescoço podem levar progressivamente ao aparecimento de rigidez cervical, hérnias discais, compressões radiculares e dores de cabeça. A suspensão contínua dos braços também pode causar danos, como problemas nos ombros, sensações de peso e perda de força nos braços e nas mãos.

A fisioterapeuta Maria Luiza Pereira Gutierrez Biton, diretora do Instituto de Fisioterapia Analítica, explica que para que as articulações permaneçam saudáveis é necessário que elas funcionem sempre alternando fases de compressão e de descompressão. “Nos trabalhos que exigem esforços repetitivos, as articulações perdem essa alternância de fases, necessária para o bom funcionamento”.

Nos professores, as principais queixas são referentes a dores de cabeça, artroses e hernias discais cervicais devido à frequente flexão com a cabeça para ler e corrigir provas. Tendinites e artroses nos ombros também são comuns por causa da necessidade diária de escrever na lousa.

Primeiros sintomas

Segundo Richard Biton, diretor do Instituto de Fisioterapia Analítica (IFA) e pioneiro do conceito Sohier no Brasil, os primeiros sintomas de problemas nas articulações são, geralmente, desconforto ao executar movimentos simples, como abaixar e caminhar, e sensação de rigidez no corpo, principalmente ao acordar. As dores podem começar com intensidade moderada, mas aumentam progressivamente. “Quando os sintomas aparecem é porque já existe um mau funcionamento do sistema articular e a pessoa não deve esperar para procurar tratamento”, afirma o fisioterapeuta.

Ele ressalta que medicamentos, alongamentos e exercícios físicos não substituem o tratamento e, em alguns casos, podem até mesmo agravar os sintomas.

Prevenção

A fisioterapeuta dá algumas dicas de como esses profissionais podem prevenir problemas nas articulações. São elas:

  • Respeitar os limites do corpo. Um fisioterapeuta pode ajudar a estabelecê-los;
  • Adaptar o local de trabalho, ajustando a altura de mesas, cadeiras e monitores;
  • Alternar as atividades com alguns minutos de pausa;
  • Se a dor aparecer, não se automedicar. Os remédios apenas irão aliviar os sintomas, sem tratar o problema;
  • Procurar um especialista em biomecânica para resolver a causa da dor. Não se esquecer que o problema se origina nas articulações;
  • Tratar as articulações e só depois procurar uma atividade física, sempre com a orientação de um profissional especializado.

O Conceito Sohier chegou no Brasil há 10 anos. Na Europa, a técnica é utilizada há 60 anos e tanto a população quanto a comunidade científica comprovam sua eficácia. No Brasil, o Instituto de Fisioterapia Analítica é pioneiro no Conceito Sohier, atendendo pacientes e formando fisioterapeutas de todo o país na prática clínica desta nova visão terapêutica.

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