Câncer de Mama – de mãe para filha

Como uma mãe que teve ou tem câncer de mama pode conversar com sua (as) filha (as) sobre este tema? O Oncoguia conversou com especialistas sobre o assunto e eles alertam: Conhecer o histórico familiar das doenças é fundamental!

O câncer de mama é a doença mais temida entre as mulheres. Diante do diagnóstico, a mulher se vê frente a situações diferentes e que, jamais pensou em enfrentar um dia. O que muitas dessas mulheres desconhecem é que existem alterações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolver o câncer e que, geralmente, são transmitidas de uma geração para outra geração. De acordo com médico mastologista do Hospital Sírio Libanês, Dr. José Luiz Bevilacqua os tumores considerados hereditários também podem ocorrer sem que haja histórico familiar e, nestes casos, geralmente ocorrem em idade atípica (muito jovens <40 anos).

“Quanto menor a idade da mãe com diagnóstico de câncer de mama, maior é a probabilidade de sua(s) filha (as) desenvolver a doença” explica o médico mastologista. Em 90% dos casos, as mutações celulares que geram a doença surgem ao longo da vida da mulher devido aos fatores de risco (ser mulher, idade avançada, fumar, beber, sedentarismo, má alimentação, entre outros). Os outros 10% correspondem ao câncer hereditário, ou seja, a neoplasia é conseqüência de alterações genéticas hereditárias transmitidas de mãe para filha.

“Quando uma mãe desenvolve um câncer de mama após os 50 anos de idade, sendo ela o primeiro caso de câncer na família é provável que seja um caso esporádico de câncer de mama. Neste caso, é recomendável que a (s) filha (as) dessa paciente realize anualmente a mamografia e a ultra-som a partir dos 35 anos de idade. Já uma filha, cuja mãe fora diagnosticada com idade de até 45 anos, deve ter uma maior atenção. Aqui o indicado é que o próprio médico (mastologista e/ou oncologista) da mãe converse com as duas orientando-as sobre como deve ser feita a prevenção” afirma o médico do Hospital Sírio Libanês.

Diante dessas situações, algumas recomendações são válidas e muito importantes: “Se a (s) filha (as) realiza os exames corretamente (exame clínico, ultra-som e mamografia, dependendo da idade) e não possui nenhum sintoma, a mãe deve conversar com ela (as) quando sentir-se a vontade para falar. De uma forma clara e objetiva, a conversa deve servir como um alerta para a(s) filha (as). Para evitar que a conversa seja estressante e que a filha se assuste, o ideal é que a mãe tente conversar com ela (s) explicando a situação de forma adequada, naturalmente. Em muitos casos, o médico da própria mãe poderá ajudar a conversar sobre esse assunto” orienta o médico.

A descoberta dos “genes maus” é feita por meio de testes genéticos que são aconselhados sempre que houver mais de um caso do mesmo tipo de câncer na família. De acordo com a geneticista molecular do Fleury Medicina e Saúde, Dra. Cassandra Corvello, o aconselhamento genético (AG) é principalmente indicado quando o câncer de mama tiver sido diagnosticado antes dos 50 anos em, pelo menos, uma das parentes. “Nestes casos, temos uma história familiar sugestiva de presença de risco hereditário, ou seja, possível mutação em um dos genes que predispõem ao câncer de mama” acrescenta a geneticista molecular.

“Quando a história familiar e clínica forem sugestivas de câncer de mama hereditário discutimos a possibilidade de fazer o teste genético para tentar identificar alterações em um dos genes que aumentam o risco para câncer de mama (principalmente os genes BRCA1 e BRCA2)”, finaliza a responsável pelo setor de aconselhamento genético do Fleury.

Lembre-se:

O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura do câncer de mama. Somente o auto-exame mensal não é suficiente. A visita anual ao ginecologista é fundamental para uma avaliação clínica das mamas e para completar os cuidados com outros exames (principalmente com a mamografia na idade correta).

Para saber mais informações acesse: www.oncoguia.com.br

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