Banco de Sangue do Cordão Umbilical

De maneira simplificada, o funcionamento é o seguinte: – Ao longo da gestação, os pais são convidados a doar futuramente o cordão; – Caso concordem, a mãe passa por uma triagem clínica antes do parto; – Durante o parto, logo após o cordão umbilical ser cortado e quando o recém-nascido já está sob os cuidados do pediatra, o cordão, que normalmente seria descartado, é recolhido e encaminhado ao Banco; – No Banco, o sangue retirado do cordão é submetido a um rigoroso controle de qualidade, descartando-se as amostras infectadas por vírus ou pobres em células-tronco; – O material selecionado fica estocado, até o retorno da mãe, de 60 a 180 dias após o parto, para nova entrevista e realização de testes complementares; – O sangue finalmente aprovado passa então por uma classificação genética e por um procedimento que separa a sua fração rica em células-tronco; – Essa fração, que constitui a chamada “unidade de células de cordão”, é congelada e estocada em tanques de nitrogênio líquido; – O cadastro de todas as unidades estocadas fica à disposição do Serviço Nacional de Transplantes; – Quando um portador de leucemia de qualquer região do país recebe indicação de terapia celular, o Serviço Nacional de Transplantes é notificado e requisita, junto à rede de bancos de cordão, uma ou mais unidades geneticamente compatíveis; – O material é descongelado e injetado no paciente; – Uma vez introduzidas na circulação sanguínea, as células-tronco migram para a medula óssea, ocupando o lugar das células destruídas pela doença; – As novas células passam então a desempenhar as funções características da medula óssea, gerando células do sangue.

02.- O Banco de Sangue de Cordão Umbilical pertence ao Einstein?

A criação do Banco foi totalmente financiada pelo Einstein, como uma ação filantrópica sem qualquer finalidade lucrativa. Na coleta e armazenagem do sangue, o Einstein conta com a parceria dos hemocentros da Unicamp e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Nosso Banco faz parte do BrasilCord, a rede pública de bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, coordenada pelo Ministério da Saúde.

03.- O que é e para que serve o Banco de Sangue de Cordão Umbilical?

Banco de Sangue de Cordão Umbilical é um estabelecimento concebido para processar e armazenar tecidos sanguíneos contidos no cordão umbilical de um recém-nascido. Este sangue contém as células-tronco, capazes de criar os principais componentes do sangue humano, medula óssea e do sistema imunológico.

04.- Quais as referências internacionais para o banco público brasileiro?

A principal referência é o NetCord, que reúne bancos públicos de cordão umbilical da Europa, Israel, Nova York, Tóquio e Sidney, e conta atualmente com mais de 150 mil depósitos. Nosso Banco segue os mesmos padrões técnicos e éticos do NetCord.

05.- Quais as vantagens práticas em se utilizar células-tronco de cordão umbilical ao invés de transplante de medula óssea no tratamento da leucemia?

Os resultados clínicos dos dois procedimentos se equivalem. Mas são muitas as vantagens de se usar células-tronco: -. o grande número de doadores aumenta significativamente a probabilidade de obtenção de material geneticamente compatível; -. as unidades de células de cordão são previamente testadas e estão prontamente disponíveis; -. devido à imaturidade dos sistemas imunológicos dos recém-nascidos, a reação do enxerto contra o hospedeiro é bem menor; -. dado o controle de qualidade pelo qual o material passa, o risco de transmissão de vírus é praticamente nulo.

06.- Quais serão os benefícios específicos para a população brasileira?

Ocorrem anualmente no Brasil aproximadamente 2.500 indicações de transplante de medula óssea para tratamento da leucemia. Dessas, cerca de 1.500 não encontram doadores compatíveis, muitos vindo a falecer. Já dissemos que com apenas 12 mil unidades de células de cordão umbilical o país estará apto a atender a toda a diversidade genética de sua população. Outra vantagem é o tempo médio para a obtenção do material. No caso dos transplantes de medula, leva-se cerca de seis meses para a identificação de um doador compatível. O banco público reduziria esse tempo para 14 a 20 dias, pois as unidades de células de cordão já estariam previamente testadas, classificadas e catalogadas.

07.- Qual é o objetivo do BrasilCord?

O objetivo do BrasilCord é dispor de bancos em 10 cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Ribeirão Preto, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Belém) e reunir, em cinco anos, 20 mil unidades de células de cordão. Destas, 10 mil serão coletadas pelo nosso Banco. Estima-se que com 12 mil unidades seja possível atender a toda diversidade genética da população brasileira.

08.- Meu bebê não nascerá na maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, porém gostaria de doar o sangue de cordão umbilical, o que fazer?

O Hospital Israelita Albert Einstein não realiza coleta de sangue de cordão umbilical em outras maternidades.

09.- O Hospital Israelita Albert Einstein aceita sangue de cordão umbilical colhido por outros profissionais que não são do hospital em outras maternidades?

Não. Para realização de coleta de sangue de cordão umbilical, há necessidade de um treinamento especial. Além disso, a maternidade na qual será realizada a coleta de sangue de cordão para doação, deve estar certificada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto às condições ideais para a coleta do material para doação.

10.- Meu parto será no Hospital Israelita Albert Einstein. Como fazer a doação? Há necessidade de um pré-cadastro?

Basta informar seu desejo de doar o sangue de cordão umbilical ao Departamento de Hemoterapia ou à enfermeira da maternidade no momento de sua internação para o parto.
A doação é gratuita e sigilosa. Não há necessidade de contatos anteriores à data do parto para preenchimento de pré-cadastro.

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