Aumentam os casos de doenças do coração em jovens

As doenças cardiovasculares têm afetado pessoas cada vez mais jovens e surgem, em média, dez anos mais cedo. Na década de 80, os infartos eram menos frequentes em pessoas com 50 anos. Atualmente é comum pacientes na faixa dos 40 anos com problemas no coração. Hoje chegamos até a encontrar pacientes com idade em torno de 20 a 30 anos em UTIs com diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio. Além disso, a Hipertensão Arterial vem, cada vez mais, acometendo indivíduos mais jovens.

Fatores de risco como tabagismo, obesidade, hipertensão, estresse, sedentarismo, diabetes e predisposição genética estão fazendo com que as doenças do coração atinjam pessoas mais jovens. Segundo o Dr. Andrei Sposito, até pessoas de 20 anos podem sofrer estreitamento significativo das artérias.

O médico lembra que pessoas cada vez mais jovens sofrem hoje também por conta da obesidade. “E a obesidade na infância é o mais importante fator de risco para doenças cardiovasculares na vida adulta. Cerca de 60% dos adultos obesos foram crianças obesas”. A parcela de pequenos hipertensos também fica em 5%, ligando o problema com o aumento de peso.

Pesquisas do Ministério da Saúde mostram que a população de obesos está crescendo no Brasil. Em 2006, o levantamento apontou um total de 11,4% de pessoas obesas. No ano seguinte, esse percentual subiu para 12,9%. No ano passado, foram registrados 13% de adultos obesos, sendo o índice maior no grupo de mulheres (13,6%) do que no de homens (12,4%). O segmento de crianças e adolescentes acima do peso corresponde a 5%.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, uma hora ou mais por semana de atividade física moderada a intensa, como correr, já pode reduzir o risco de doença cardíaca. “Trinta minutos diários de caminhada reduzem efetivamente o risco de doenças do coração e AVCs. Consumir cinco ou mais porções de frutas, legumes e verduras por dia, aumentar o consumo de grãos integrais, reduzir a quantidade de gorduras saturadas e evitar as gorduras trans são medidas que demonstraram melhorar a saúde do coração em crianças e adultos”, reforça Dr. Andrei Sposito.

Mas o cardiologista lembra que o governo e a sociedade também podem adotar estratégias conjuntas para minimizar este problema. “Campanhas de educação alimentar voltadas para crianças nas escolas públicas e privadas, por exemplo, serviriam como estímulo para os pais. Não podemos permitir que o apelo da TV e do computador seja maior do que o da prática de exercícios físicos”, finaliza.

Fonte

Andrei Sposito – Médico cardiologista

2010 / 2016 - Laboratório central | Todos os direitos reservados - SAC 37 3222-7700