Asma

Diversas informações sobre asma que vão ajudar a entender melhor esta doença e como controlá-la no dia a dia

O que é asma?

A definição de asma mais aceita é a proposta pelas Diretrizes do Programa Nacional para a Educação e Prevenção da Asma dos Estados Unidos (NAEPP – iniciais em inglês), que a definem como um transtorno inflamatório crônico das vias áreas. Essa inflamação é associada a uma hiperatividade das vias aéreas em resposta a determinados fatores desencadeantes (infecções virais, exercício físico ou a exposição a diferentes substâncias alérgicas); com a obstrução do fluxo de ar (que pode ser revertido com um tratamento); e com sintomas respiratórios como os chiados, a tosse e a sensação de opressão do tórax. Por sua vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define a asma como uma condição crônica que resulta da inflamação das vias aéreas nos pulmões. A asma afeta a sensibilidade das terminações nervosas das vias aéreas, que se tornam facilmente irritáveis. Ela é caracterizada por episódios de ofegação e chiados, cuja gravidade e frequencia variam individualmente.

Embora em geral tenha início na infância, a asma pode se manifestar em qualquer idade. A asma infantil pode continuar na adolescência e na idade adulta, mas alguns adultos desenvolvem a doença sem tê-la apresentado na infância.

Na asma resultante de um fator desencadeante, as vias aéreas se irritam e começam a se estreitar, dificultando assim a passagem do ar. As paredes internas das vias aéreas começam a inflamar-se e geralmente produzem muco. Com um controle adequado dos sintomas, qualquer pessoa com asma pode levar uma vida totalmente normal.

 

As causas

Algumas mudanças da vida moderna

podem ter contribuído para seu aumento

A asma pode manifestar-se em qualquer idade e é difícil definir suas causas, porém até o momento se sabe que:

Pode ser hereditária

Algumas mudanças decorrentes da vida moderna (alimentação, meio-ambiente) podem ter contribuído para que haja mais casos de asma

Fumar durante a gravidez aumenta o risco de asma na criança

A poluição ambiental aumenta as possibilidades de ser atacado pela asma

Agentes irritantes no local de trabalho podem fazer com que uma pessoa suscetível venha a desenvolvê-la

A contaminação do meio ambiente pode aumentar os sintomas da asma

Sintomas da Asma

Os sintomas da asma podem ser bastante variados. Em geral, a doença

se manifesta com sintomas tais como tosse, chiado, falta de ar ou dificuldade para respirar (o que se denomina “dispneia”), e sensação de opressão no peito. chiados Contrariamente ao que a maior parte das pessoas acredita, os nem sempre se manifestam; o sintoma mais comum da asma é a tosse. Como o próprio nome indica, os chiados são um som parecido com um chio, produzidos pelo fato de o ar ficar obstruído como consequência da diminuição do calibre das vias respiratórias. Em uma crise grave de asma, a obstrução de ar é completa, por tanto os chiados podem ser menos intensos ou desaparecer, e esta situação é uma emergência médica que requer ação imediata.

Nos adultos, a asma pode causar dificuldade para dormir, em razão da tosse e falta de ar. Nas crianças, os principais sintomas da asma são: um chiado que se escuta quando se expira, tosse (principalmente se é frequente e se apresenta com espasmos), despertares noturnos por tosse e chiado, falta de ar (que pode ou não ocorrer com a prática de exercícios físicos) e sensação de opressão no peito.

Os sintomas da asma podem ser leves ou graves, algumas pessoas têm crises de asma somente com chiados; outros podem tossir ao se expor a algum fator desencadeante (fumaça do tabaco, entre outros) .

 

Fisiopatologia da asma

O ar entra no corpo pelo nariz e pela boca, passa pela garganta até o interior em uma série de condutos que se inicia na cavidade da laringe e na traqueia. Na sequência, o ar passa pelos dois brônquios (direito e esquerdo, um para cada pulmão), que por sua vez se dividem em ramificações cada vez menores, chamadas de “bronquíolos” que vão se aprofundando cada vez mais nos pulmões. Os bronquíolos são os responsáveis por transportar o ar para dentro e para fora dos sacos de ar denominados “alvéolos”, local onde se produz a troca de oxigênio e dióxido de carbono.

Os brônquios e bronquíolos são tubos com paredes musculares, revestidos por uma membrana interna que contém células produtoras de muco, e células com três tipos de receptores de superfície que percebem a presença de substâncias e estimulam o relaxamento e contração dos músculos subjacentes. Quando recebem estímulos, os receptores chamados “beta-adrenérgicos” fazem com que os músculos relaxem, que as vias aéreas inferiores se alarguem e facilitem a entrada e saída de ar. Por sua vez, os receptores chamados “colinérgicos” (estimulados pela substância acetilcolina) e os chamados ”peptidérgicos” (estimulados pela substância denominada neurocinina) fazem com que os músculos se contraiam, as vias aéreas inferiores se estreitem e que assim dificultem a ventilação.

O ar entra no corpo pelo nariz e pela boca, passa pela garganta até o interior em uma série de condutos que se inicia na cavidade da laringe e na traqueia. Na sequência, o ar passa pelos dois brônquios (direito e esquerdo, um para cada pulmão), que por sua vez se dividem em ramificações cada vez menores, chamadas de “bronquíolos” que vão se aprofundando cada vez mais nos pulmões. Os bronquíolos são os responsáveis por transportar o ar para dentro e para fora dos sacos de ar denominados “alvéolos”, local onde se produz a troca de oxigênio e dióxido de carbono.

Os brônquios e bronquíolos são tubos com paredes musculares, revestidos por uma membrana interna que contém células produtoras de muco, e células com três tipos de receptores de superfície que percebem a presença de substâncias e estimulam o relaxamento e contração dos músculos subjacentes. Quando recebem estímulos, os receptores chamados “beta-adrenérgicos” fazem com que os músculos relaxem, que as vias aéreas inferiores se alarguem e facilitem a entrada e saída de ar. Por sua vez, os receptores chamados “colinérgicos” (estimulados pela substância acetilcolina) e os chamados ”peptidérgicos” (estimulados pela substância denominada neurocinina) fazem com que os músculos se contraiam, as vias aéreas inferiores se estreitem e que assim dificultem a ventilação.

 

As vias aéreas

O ar entra no corpo pelo nariz e pela boca, passa pela garganta até o interior em uma série de condutos que se inicia na cavidade da laringe e na traqueia. Na sequência, o ar passa pelos dois brônquios (direito e esquerdo, um para cada pulmão), que por sua vez se dividem em ramificações cada vez menores, chamadas de “bronquíolos” que vão se aprofundando cada vez mais nos pulmões. Os bronquíolos são os responsáveis por transportar o ar para dentro e para fora dos sacos de ar denominados “alvéolos”, local onde se produz a troca de oxigênio e dióxido de carbono.

Os brônquios e bronquíolos são tubos com paredes musculares, revestidos por uma membrana interna que contém células produtoras de muco, e células com três tipos de receptores de superfície que percebem a presença de substâncias e estimulam o relaxamento e contração dos músculos subjacentes. Quando recebem estímulos, os receptores chamados “beta-adrenérgicos” fazem com que os músculos relaxem, que as vias aéreas inferiores se alarguem e facilitem a entrada e saída de ar. Por sua vez, os receptores chamados “colinérgicos” (estimulados pela substância acetilcolina) e os chamados ”peptidérgicos” (estimulados pela substância denominada neurocinina) fazem com que os músculos se contraiam, as vias aéreas inferiores se estreitem e que assim dificultem a ventilação.

Classificação da asma de acordo com a sua gravidade

 

Os resultados dos exames físicos e diagnósticos ajudam a classificar a gravidade da asma, e a determinar a forma pela qual deveria ser tratada. A Iniciativa Global para o tratamento da Asma (GINA – sigla em inglês), classifica a doença de acordo com o grau de gravidade, em quatro níveis:

 Asma intermitente: sintomas diurnos mais de uma vez por semana e sintomas noturnos menos de duas vezes por mês.

Asma leve persistente: sintomas diurnos, mais de uma vez por semana e menos de uma vez por dia. Sintomas noturnos mais de duas vezes por mês.

Asma moderada persistente: sintomas diurnos diários, e sintomas noturnos mais de uma vez por semana

Asma grave persistente: sintomas contínuos durante o dia, e freqüentes durante a noite

Epidemiologia

De acordo com a Iniciativa Global para o Tratamento da Asma (GINA) a ocorrência mundial estimada é de 300 milhões de pessoas. A asma é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo.

 Estima-se que aproximadamente 30 % de todos os pacientes com asma no mundo sejam menores de 15 anos; a asma é a enfermidade crônica que ocupa o primeiro lugar como causa de hospitalização de crianças menores de 15 anos nos Estados Unidos.

 Por sua vez, os dados da América Latina mostram que no(a):

América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela): a asma afeta 34,7 milhões de pessoas.

México e América Central (Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá): a asma afeta 5,2 milhões de pessoas.

Caribe (Barbados, Cuba, República Dominicana, Haiti, Jamaica, Porto Rico, Trinidad & Tobago e outras ilhas do Caribe): a asma afeta 3,4 milhões de pessoas.

Exacerbações: As crises de Asma

A exacerbação é chamada de crise de asma; situação na qual ocorrem três alterações nos pulmões: as vias aéreas se inflamam, as células das vias aéreas produzem mais muco do que o normal, e como esse muco é muito espesso, tende a obstruí-las, e os músculos se contraem. Essa mudanças fazem com que as vias aéreas se estreitem dificultando com isso a respiração.

 As crises de asma variam em freqüência e intensidade; algumas pessoas com asma podem não apresentar de sintomas a maior parte do tempo e somente apresentar episódios passageiros ou ocasionais de dificuldade respiratória. Outras pessoas com asma tossem e têm chiados quase permanentemente e sofrem exacerbações graves em seguida à exposição a um agente alérgico ou a um irritante ou após uma infecção viral.

 Uma crise de asma pode se iniciar de repente, com chiado, tosse e dificuldade para respirar (os chiados são percebidos na expiração da pessoa). Em outros casos, a exacerbação da asma pode se iniciar lentamente com sintomas que se agravam de forma gradual. Em ambos os casos, quando ocorre uma crise, o paciente com asma sofre com dificuldade de respirar, tosse ou uma sensação de opressão no peito. A crise pode durar alguns minutos ou prolongar-se por horas.

As exacerbações podem ser graves, moderadas ou leves:

 Exacerbações graves: a pessoa não consegue respirar, a dificuldade de respirar a impede de falar, os lábios e dedos ficam azulados ou arroxeados. É necessário procurar imediatamente um médico.

Exacerbações moderadas e leves: mais freqüentes que as graves. A pessoa começa a sentir rigidez no peito, pode começar a tossir ou expectorar; pode sentir dificuldade para dormir e ouvir um chiado quando respira. É necessário tomar os medicamentos adequados e se os sintomas persistirem, é necessário procurar um médico.

AsmaDiagnóstico

Sinais de asma

Perguntas para determinar se existe asma

Métodos de diagnóstico

Sinais de asmaO médico poderá suspeitar da presença de asma com base nos sintomas descritos pelo paciente. O diagnóstico da doença poderá ser difícil, uma vez que a gravidade dos sintomas pode variar e eles podem muitas vezes ser semelhantes aos sintomas de outras condições tais como enfisema, congestão cardíaca ou disfunção da laringe. A asma pode ser especialmente difícil de ser diagnosticada em crianças com menos de 5 anos. Para o diagnóstico da asma, o médico deverá:

Entender os sintomas da obstrução da passagem de ar (tosse, chiado, falta de ar, agitação, sensação de opressão no peito)

Descartar outros diagnósticos possíveis

Determinar se a obstrução do fluxo de ar pode ser pelo menos parcialmente reversível

Perguntas para derterminar se existe asma

  • Você sentiu algum desses sintomas: tosse frequente e repentina, chiados, falta de ar, respiração agitada e/ou sensação de pressão no peito?
  •  É fundamental ter um histórico clínico detalhado para um diagnóstico correto da asma. Para isso, é importante fornecer a maior quantidade possível de dados durante a consulta com o médico, principalmente no caso de crianças, quando o diagnóstico é mais difícil. É importante ter respostas prontas para algumas das perguntas que serão feitas pelos médicos:
  • Existe histórico familiar de alergia e/ou asma?
  • Quais são os sintomas? Qual foi a primeira vez que percebeu?
  • Quando eles ocorrem? O que causa os sintomas?
  • O que faz com que os sintomas piorem? (fumaça, exercícios, substâncias alérgicas, umidade, riso, pranto, etc.)
  • Qual a frequência e gravidade dos sintomas? Eles interferem nas atividades diárias?
  • Os sintomas limitam a atividade física? Dificultam o sono?
  • Os sintomas dificultam as atividades escolares ou o rendimento escolar?
  • Seu filho precisou de assistência médica de urgência como conseqüência dos sintomas?
  • Como geralmente você controla os sintomas?
  • Por outro lado, para determinar se a asma tem origem alérgica, o médico poderá perguntas:
  • Algum de seus pais tem ou teve asma?
  • Algum de seus pais tem ou teve algum tipo de alergia?
  • Você sentiu algum dos sintomas a seguir: tosse frequente e repentina, chiados, falta de ar, respiração agitada e/o sensação de pressão no peito?
  • A proximidade de algum dos desencadeadores de alergia, a seguir, causa ou piora os sintomas? Pó, pólen de árvores ou flores, mofo, bichos de estimação, alguns tipos de alimentos.
  • Seus sintomas de asma pioram durante alguma estação do ano como a primavera?
  • Você sofre, em algum momento no ano, de algum dos sintomas alérgicos a seguir: espirros, lacrimejação, congestão nasal por mais de 10 dias, secreções aquosas do nariz por mais de 10 dias

Método de diagnóstico

As duas ferramentas mais utilizadas para medir a função pulmonar são a espirometria e o medidor de fluxo

Para determinar a presença da asma, o médico realiza diferentes exames: pergunta ao paciente seu histórico clínico completo e realiza um exame físico. O médico pode solicitar exame de sangue e de alergia, uma radiografia do tórax e exames para medir a função pulmonar. As duas ferramentas mais utilizadas para medir a função pulmonar (que permitem detectar a obstrução bronquial) são a espirometria e o medidor de fluxo (“peak flow”). A espirometria é realizada com um aparelho (espirômetro) constituído por um bocal, um tubo e um dispositivo de registro. Para utilizar um espirômetro, a pessoa inspira profundamente e em seguida sopra com força o mais rápido possível, através do tubo. O instrumento de registro mede o volume inspirado e expirado e a duração de cada respiração.

O medidor de pico de fluxo é um dispositivo manual que permite, inclusive em casa, medir as variações do estreitamento bronquial. Esse dispositivo mede a velocidade máxima com que o ar pode ser expirado (o que é chamado de “fluxo expiratório máximo”). Em geral, as velocidades máximas do fluxo são inferiores ao valor normal entre as 4 e 6 horas da manhã e são superiores às 4 horas da tarde. Da mesma forma, se entre alguns momentos do dia a diferença no fluxo expiratório superar 15/20 por cento, isto é considerado evidência de asma moderada a grave.

Da mesma forma, muitas vezes é difícil determinar desencadeante da asma em determinadas pessoas, em alguns casos, os testes de alergia cutânea podem ajudar a identificar os elementos alérgicos que desencadeiam os sintomas e o médico pode solicitar esses exames como parte do diagnóstico. Todavia, uma resposta alérgica a um teste cutâneo não significa, necessariamente, que esse elemento alérgico seja o causador da asma; o mesmo paciente deverá prestar atenção com relação a quando as crises ocorrem. Se o médico suspeitar de algum elemento alérgico em especial, poderá indicar um exame de sangue que mede a concentração de anticorpos produzidos contra a substância que provoca reações alérgicas.

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