Algumas condições comuns em crianças a partir dos 3 meses de idade

Se o bebê é o segundo filho do casal, os pais já devem estar escolados com a quantidade de pequenas condições clínicas que são, muitas vezes, alarmes falsos. O pediatra, nesses momentos, precisa lidar com dois problemas diferentes: além de atender a criança, tem de acalmar os pais.

947437 sxc Algumas condições comuns em crianças a partir dos 3 meses de idade“Com três meses de idade a imunidade da criança tem uma leve mudança em comparação ao recém-nascido. Algumas situações, como a febre, já são condições menos preocupantes”, tranquiliza Maria Amparo Descalzo, médica pediatra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

 

Vírus e bactérias

Nessa idade, a regurgitação e as cólicas também se estabilizam (pois o trato digestório está mais desenvolvido). Em compensação, as viroses podem se tornar mais comuns. “Vômito e diarreia são algumas condições bem comuns nessa idade: diversas viroses diferentes podem ser responsáveis por esse quadro. São tantas opções que às vezes é até difícil definir o tipo de vírus que está causando. E na maioria das vezes são quadros benignos e passageiros”, diz Maria Amparo.

Outros tipos de quadros viróticos também podem causar manchinhas na pele. Novamente: diversos vírus podem causar o mesmo efeito. A dica aí é observar a coloração. “Manchinhas claras, róseas, são normais. Mas se elas têm uma cor mais puxada para o ‘vinho’ a condição pode ser mais séria. A simples observação pode dar a pista se é necessário ou não ligar para o médico”, observa a pediatra.

Algumas infecções de causa bacteriana, como a otite (dor de ouvido) ou mesmo a pneumonia, também podem comprometer a tranquilidade da criança. Observar se a criança está irritada ou aparentando cansaço além do que é o normal dela são sinais de alerta, nesses casos.

 

Febres e tremores

Como vimos anteriormente, as febres nos bebês são condições preocupantes, mas a partir dos 3 meses isso pode se tornar algo comum e que não é necessário muita preocupação. “Depende da evolução do quadro”, pontua Maria Amparo. “Se for somente febre e apenas de forma passageira, realmente não é preciso se preocupar. Mas a velocidade em que a temperatura subiu, o tempo em que a criança ficou febril e as condições associadas é que vão definir a gravidade da situação”, explica.

Um exemplo, diz a pediatra, é se a febre ficar presente por mais de 48 horas ou então acompanhada de diarreia. “Isso é indicativo de que há algo associado. Nesse caso, o conselho é procurar um hospital mais próximo, não necessariamente o seu preferido”, alerta.

Outras condições que envolvem febre, tremores e arroxeamentos nos lábios e unhas, são aquelas que podem estar associadas a reações inflamatórias, ou seja, um quadro mais complexo. “É preciso estar atento a esses detalhes. E os pais de crianças nessa idade já estão mais acostumados com o ritmo e as reações dos filhos, o que facilita esse discernimento entre o que pode ou não ser potencialmente mais complicado, em termos de condições clínicas”, finaliza a pediatra.

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por Enio Rodrigo

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